sábado, 17 de março de 2012

Fé e Ideologia: quem guia quem?



O ser humano é guiado por suas convicções. Algumas delas são religiosas, outras são ideológicas ou, vá, políticas. Mas será que é possível conciliar estas convicções de origens tão distintas?

E neste processo de conciliação. Sua fé norteará suas convicções políticas ou será o contrário, sua fé será moldada e, porque não dizer, distorcida, para se encaixar na ideologia que move a sua vida?

O mundo se debate em duas grandes linhas ideológicas: direita e esquerda. No Brasil ser de direita não dá cartaz, então quem é de direita geralmente diz que “com a queda do Muro de Berlim estes conceitos estão ultrapassados, etc. e tal”. Já quem é direita costuma por a culpa de todos os males no capitalismo, é favorável a tudo o que a mídia diga que é progressista e contrário a tudo o que esta mesma mídia diga que é reacionário ou conservador, mesmo sem saber bem por quê.

Mas o que é direita e esquerda mesmo? Vamos primeiro ver o que é direita:

Direita é o termo geralmente utilizado para designar indivíduos e grupos relacionados com partidos políticos ou ideais considerados conservadores (em relação aos costumes) e/ou liberais (em relação à economia), por oposição à esquerda política.

Os direitistas podem ser divididos em quatro tipos básicos: libertários, liberais clássicos, democratas-cristãos e conservadores.

Os primeiros são liberais em relação à economia e nos costumes,alguns podendo defender algumas bandeiras comuns a parte da esquerda. Os democratas-cristãos podem ser moderadamente liberais em relação à Economia (defendendo a chamada economia social de mercado) mas conservadores nos costumes. Os conservadores tendem a combinar o conservadorismo nos costumes com uma grande diversidade de posições na área econômica, que vão do liberalismo econômico ao neomercantilismo.”

Como acabamos de ver aí em cima, não há uma direita, mas diversas direitas, que variam de visão tanto na questão dos costumes quanto na questão econômica. Nos EUA, vemos prevalecer os conservadores, especialmente no partido republicano. Isto fica bem claro nos discursos dos pré-candidatos a presidência dos EUA, cada um deles puxando seu discurso ou para o conservadorismo dos costumes ou para atacar a participação ativa do governo na economia.

Mas o que isto tem a haver conosco?

Bom, não há dúvida de como o movimento evangélico como um todo, e o pentecostal em particular, é fruto do trabalho missionário estrangeiro, especialmente de missionários americanos a partir da segunda metade do século XX. E junto com sua fé, trouxeram sua visão de mundo, fruto da mistura de suas convicções religiosas com suas convicções políticas.

O resultado disto é que hoje temos cristãos que acreditam piamente que um bom cristão não pode ser de esquerda (implicitamente isto quer dizer que tem de ser de direita), ser contrário a um Estado forte e presente, ser um defensor não apenas do capitalismo, mas do self made man – o homem tem de progredir pelo seu próprio esforço e qualquer tentativa de auxiliá-lo o transformará em um preguiçoso.

Nos EUA é ainda pior: muitos acham que um bom cristão tem de defender o porte (e o uso) de armas pelos civis, ser favorável a intervenção militar dos EUA em qualquer canto do planeta e que poluição jogada na atmosfera pelas indústrias não influenciam as mudanças climáticas que já estamos passando.

E quanto a esquerda? Vamos mais uma vez ao Wikipédia:

a esquerda é considerada a posição que geralmente implica o apoio a uma mudança do enfoque social, do governo em exercício, com o intuito de criar uma sociedade mais igualitária.

O espectro da esquerda política varia da centro-esquerda à extrema-esquerda. O termo centro-esquerda descreve uma posição ligada à política tradicional. Os termos extrema-esquerda e ultra-esquerda se referem a posições mais radicais, como os grupos ligados ao trotskismo e comunismo de conselhos. Dentre os grupos de centro-esquerda estão os social-democratas, progressistas e também alguns socialistas democráticos e ambientalistas (em particular eco-socialistas, esses no sentido tradicional. O centro-esquerda aceita a alocação de recursos no mercado de uma economia mista, com um setor público significativo e um setor privado próspero.

Integrantes da esquerda costumam ser liberais nos costumes, alinhando-se a alguns grupos de direita, como os libertários, por exemplo. Tanto liberais de esquerda como de direita defendem a regulamentação da união civil homossexual, a descriminalização do aborto, a legalização das drogas e outros temas controversos. Há, porém, aqueles que, embora defendam propostas de esquerda em relação à economia (intervenção estatal direta no combate à pobreza) e à política, são conservadores nos costumes.”

Como podemos ver, do ponto de vista ideológico, há uma verdadeira salada para todos os gostos.
Diferentemente das igrejas pentecostais, muitos integrantes das igrejas católica e das igrejas protestantes históricas se sentem mais à vontade com o ideário da esquerda, participando ativamente, inclusive de diversas ações sociais em defesa dos menos favorecidos.

Mas a Bíblia diz que não podemos servir a dois senhores. O problema é quando a ideologia que acreditamos entra em choque com aquilo que a Bíblia ensina. Quando isto acontece, podemos perceber claramente que para que lado vai o coração de alguns cristãos:

Já tive o desprazer de ler um artigo de um ulta conservador defendendo que a escravidão, embora errada, pelo menos possibilitou que os negros pudessem conhecer o evangelho e se converterem. Não teria sido mais fácil ter enviado missionários para a África do mercadores de escravos? O articulista que escreveu esta pérola se apresenta como um defensor da fé cristã, mas uma leitura acurada de seus textos percebe-se que ele na verdade, defende o ultraconservadorismo norte-americano. O cristianismo é apenas um artifício para isto.

Também já li notícias acerca de líderes de igrejas históricas não apenas defendendo como até mesmo consagrando pastores e bispos homossexuais, alegando que os tempos mudaram e a igreja hoje tem de ser inclusiva. Mas o que fazer com o texto bíblico que diz que os sodomitas ficarão de fora do reino dos céus? Riscar de suas Bíblias? Pular o versículo de forma envergonhada? Ou dizer que Deus se enganou ou estava errado quando inspirou a escrita deste texto?

Li certa vez um artigo que chegou ao cúmulo de supor que uma coleta de mantimentos para os irmãos necessitados na igreja de Jerusalém no século I seria a causa dela ter passado por uma fome que levou a que as igrejas de outras cidades a socorressem também com mantimentos. Não há nenhuma base bíblica, histórica ou arqueológica que sustente este ponto de vista. Mas para quem defende o self made man, ver a própria Bíblia descrevendo não uma esmola individual mas uma prática sistemática da igreja de apoio social é visto como contraditório a sua crença ideológica, e é preferível distorcer ou mesmo extrapolar o texto bíblico do que abrir mão desta convicção política.
Em um órgão de imprensa ligados a igrejas históricas de clara tendência de esquerda, leio notícias de apoio explícito a governo totalitários como o de Cuba e o da Venezuela e uma crítica intensa contra governos de direita, mesmo que democráticos. Mas ignoram completamente o impedimento da blogueira cubana Yoani Sánchez de sair da ilha ou a perseguição que Hugo Chávez da Venezuela e Rafael Correa do Equador fazer à imprensa sem seus países. Dois pesos e duas medidas, quando a Bíblia exige de nós seguirmos a reta justiça.

Em todos os exemplos acima, pinçados das mais variadas vertentes políticas o que vemos é a manipulação, consciente ou não, da fé cristã em nome de uma ideologia política.

Jesus Cristo disse que não se pode servir a dois senhores. E ele disse isto citando explicitamente às riquezas, fato este que o defensores do ideário da direita procuram esquecer. Porém, quando Judas reclamou de uma mulher ter gasto um caríssimo bálsamo despejando-o sobre Jesus, Ele retrucou dizendo que “os pobres sempre tereis convosco”, fato este que a esquerda também tenta esquecer, acreditando que por meio de revoluções políticas alcançaremos a justiça social.

Se cremos que o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo é a expressão de um pensamento divino e, por consequência, perfeito e eterno, então ele não deve ser usado como muleta para o apoio desta ou daquela ideologia pois estas são humanas e, portanto, falíveis e passageiras.

Entre minha fé e minhas convicções políticas, fico com a minha fé. Afinal, para onde eu quero ir não é nem pela esquerda e nem pela direita que se chega lá. É pelo alto.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Como seria viver em uma sociedade sem Deus?


Esta é uma pergunta interessante, pelo menos eu acho: como seria viver em uma sociedade sem Deus? Obviamente não estou falando de uma presença física de Deus, mas sim do conceito de Deus. Na crença em um ser superior, tão puro, perfeito, santo, amoroso e, ao mesmo tempo, tão justo e presente que seja um fonte de inspiração, uma referência para como direcionarmos nossas vidas e refrearmos nossos instintos egocêntricos.

Sim, estou me referindo ao Deus da teologia judaico-cristã. Primeiro porque é a teologia que eu conheço melhor. E segundo, porque é esta crença que me inspira.

Pois bem como seria uma sociedade sem este referencial?

Acredito que veríamos um crescimento assustador do individualismo e do consumismo, justificados pelo mantra do “eu mereço”. Veríamos cada vez mais pessoas querendo comprar o smartphone mais caro e com mais recursos (mesmo que não precise ou nem sabia como usá-los) não porque, de fato, precisem dos recursos deste caro aparelho para obterem um status social de uma pessoa de sucesso. Troque o smartfone pelo tablet, carro zero, a bolsa de grife francesa ou uma TV LED 3D de 50 polegadas e o resultado será o mesmo.

Acredito que veríamos também a busca urgente e desenfreada pelo prazer suplantando qualquer senso de dever e responsabilidade. Se isto acontece, ouviríamos falar de mães solteiras que deixam seus bebês sozinhos em casa ou dentro de um carro para irem a um forró ou baile funk à noite.

Em uma sociedade sem Deus a vida não é sagrada. Jovens se sentem livres para sair em grupo com o único objetivo de bater covardemente até a morte em um mendigo, um gay ou em um outro jovem que por azar, estiver vestindo uma camisa de um time de futebol rival.

Em uma sociedade sem Deus os valores morais são relativizados e milhões são adestrados a ter um comportamento voyeur, acompanhando um bando de jovens descerebrados mas de físico perfeito se expondo em uma jaula midiática que simula uma casa de alto luxo onde sobram álcool e intrigas e faltam ideias e caráter. Neste zoológico humano, quem jogar melhor, isto é, quem dissimular mais, fizer as alianças certas e cativar a audiência bestificada, será premiado. As participantes que forem eliminadas antes podem, como prêmio de consolação, se exporem como vieram ao mundo em páginas de revistas masculinas. Talvez seja esta a mensagem que este programa de TV queira passar: os fins justificam os meios.

Em uma sociedade sem Deus veríamos os mais variados abusos no trânsito: carros ocupando a faixa de pedestres, tentando escapar de um engarrafamento trafegando pelo acostamento ou ainda costurando no trânsito em alta velocidade sem jamais ligar as setas de direção. Afinal, seus motorista estão com pressa e isto é a única coisa que importa.

Em uma sociedade sem Deus não há espaço para o conceito de ações e consequências, muito menos para palavras antigas como pecado, culpa ou repreensão. A busca pelo prazer sem compromisso não deve ser limitada por nada, nem mesmo por uma gravidez não planejada. A consequência é tratada como estorvo e não como um ser humano em formação. E todo estorvo ao prazer e a liberdade deve ser eliminado. E eliminada é a palavra certa, pois estamos falando de uma vida interrompida. Em uma sociedade sem Deus isto não é visto como uma crise de valores mas sim como “saúde pública”.

Em uma sociedade sem Deus não existe o conceito de sacrifício, de abrir mão em nome de um bem maior. Contando que as ilustres classes média e alta possam ter a liberdade de curtir seu barato, que importa se há pessoas que possuem a predisposição genética para se viciarem se consumirem entorpecentes? Em uma sociedade assim, o governo é cobrado para legalizar o consumo e depois se virar para tratar aqueles infelizes que são fracos e foram escravizados pela maconha, coca, crack e o que mais vier. Afinal, se cigarro e bebida alcoólica são liberados, seria hipocrisia proibir outras drogas. Seria mesmo? Não seria esta a verdadeira política de redução de danos? Mas não, para uma sociedade sem Deus, redução de danos é dar seringa para um usuário de cocaína não contrair o vírus da AIDS. Não seria melhor dar tratamento?

Em uma sociedade sem Deus, bebês são abandonados em lixeiras ao invés de em igrejas. Comida estragada é vendida a preço superfaturado para se preparar merendas em escolas públicas. Pacientes são assassinados para que seus órgãos sejam vendidos. Pessoas são assassinadas por causa de uma discussão de trânsito. Crianças são prostituídas debaixo do olhar complacente do poder público que deveria protegê-las.

Mas uma sociedade sem Deus tem um grave problema: O ser humano continua sendo em sua essência – para desespero de Dawkins e sua turma – um ser religioso. E a ausência de Deus na alma humana tem de ser preenchida de alguma forma. E para contornar isso, inventam-se mil coisas: sustentabilidade, ecologia, responsabilidade social, ONGs, voluntariado, ideologias, causas, bandeiras, culturas, estilos e muita, muita informação, a maioria inútil, para ocupar nossa mente e nosso tempo para não percebermos que ainda falta algo em nós.

Em uma sociedade sem Deus, haveria um profundo desprezo pela dignidade da vida humana. Não deixa ter a sua lógica.

Os povos antigos, quando invadiam as cidades fortificadas, destruíam seus templos para deixar claro que o deus daquela cidade não tinha poder suficiente para protegê-la. Mas o Deus da fé cristã não habita em templos, mas em vidas. E Deus sendo Santo, digno e ético, exige que sua habitação também seja.

Para se afastar Deus de sociedade humana seria necessário destruir o homem em sua dignidade, tornando-o um ser desprezível, abjeto e sem qualquer esperança pois aí Ele não teria onde morar, visto que Aquele que é puro não pode habitar na impureza.

Não estou escrevendo nada de novo. Um texto da Bíblia, escrito a quase dois mil anos atrás pelo apóstolo Paulo já descrevia como seria uma sociedade sem Deus:

“E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.” Rm 1.28-32

Seria terrível viver em uma sociedade sem Deus.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O Ateísmo científico é tudo, menos científico


O Ateísmo científico é tudo, menos científico




Um dos mais badalados cientistas da atualidade, o astrofísico americano-canadense Lawrence Krauss causou polêmica com o lançamento do livro A Universe From Nothing (Um Universo do Nada, em tradução livre). Segundo o autor, o universo aconteceu por acaso e veio do nada - algo instável e que sempre acaba reagindo, sem precisar de interferência divina.
Quando Krauss realizou uma apresentação sobre a origem do universo, enfureceu grupos religiosos americanos. Comentários acusando-o de querer acabar com Deus se multiplicaram na internet. Mas o autointitulado antiteista garante: essa era a intenção.

Em entrevista ao site de notícias Terra, Krauss afirma: “Não há propósito evidente para o universo. A vida no nosso universo pode ser apenas um acidente. Podemos tentar entender como o universo foi criado, mas não temos como identificar um objetivo evidente. Mas isso não deve nos desolar. É motivo para sermos mais felizes. O propósito e o significado da nossa vida são criados por nós. Isso nos dá mais poder. Em vez de sermos governados por um ditador universal, como meu amigo Christopher Hitchens (famoso ateísta autor do best-seller Deus não é grande (Ediouro), que recente morreu de câncer) diria, criamos nosso próprio significado. Isso deve nos empolgar, pois dá mais sentindo a tudo que fazemos.”

Quando o Terra lhe pergunta se ele então é ateu, Krauss responde: “Considero presunçoso se dizer ateísta, pois não posso garantir que o universo não foi criado com um objetivo, apesar de não haver nenhuma evidência disso. Mas posso dizer que não gostaria de viver em um universo onde existe um Deus, um universo onde eu não passaria de um cordeiro, sem controle sobre a minha existência.”

Ultimamente, temos visto um grande esforço de cientistas e formadores de opinião se esforçando bastante para tentar reduzir a crença de bilhões de pessoas na existência de um ser superior e criador do Universo ao nível da fábula e da superstição. Lawrence Krauss é apenas um deles.

Eles costumam afirmar que querem apenas descobrir a verdade, como as coisas de fato aconteceram, chegando ao conhecimento por meio da análise, do estudo, do cálculo matemático e da lógica. Porém, esta entrevista de Krauss revela algo mais por trás disto.

As palavras dele e de outros cientistas como Richard Dawkins e Christopher Hitchens já não escondem que há um objetivo além da busca pelo conhecimento: o de eliminarem a religião de um modo geral e a crença em um Deus pessoal e agente na História da humanidade.

O que isto importa? Importa que seus trabalhos, seja na biologia física ou astronomia, e, ainda mais importante, suas conclusões, não são fruto de um estudo isento das evidências e dados que conseguem coletar, mas o resultado de como estas evidências e dados podem ser úteis para corroborar uma opinião ou ideologia pré-existente.

Ou seja, acredito que suas convicções pessoais interferem na forma como interpretam os fatos e dados analisados. Mal comparando, é como se mostrássemos um copo com água pela metade a duas pessoas, uma pessimista e outra otimista. A pessimista diria que o copo está meio vazio. A otimista diria que está meio cheio. A visão de mundo delas deu interpretações opostas para o mesmo objeto observado.

Na entrevista, Krauss afirmou que “Não há propósito evidente para o universo. A vida no nosso universo pode ser apenas um acidente. Podemos tentar entender como o universo foi criado, mas não temos como identificar um objetivo evidente.” Na minha opinião, há muita arrogância acadêmica aí. Não há propósito evidente para a existência do universo aos nossos olhos humanos. Mas quem disse que o universo de tal magnitude tem de ser compreensível por nós para ter uma finalidade? E se o universo for de fato, o fruto de um Ser com tamanha capacidade intelectual e poder para criar algo de proporções tão fantásticas? Na minha opinião se for assim, este Universo de bilhões de anos e dimensões infinitas teria de seguir uma lógica determinada por este Ser onipotente e não por nós, míseros observadores humanos cuja existência mal chega aos 80 anos e que habitamos um planetinha perdido em volta de uma estrela de quinta grandeza situada na periferia da Via Láctea.

Aí está a arrogância intelectual: se eu não vejo lógica, então não há lógica. Se não há lógica então sua existência não foi fruto de uma mente racional. A premissa original está errada. Se eu não vejo lógica, pode ser apenas que eu não tenha capacidade intelectual suficiente para vê-la. Tanto isto é verdade, que a certo momento ele reconhece:

pois não posso garantir que o universo não foi criado com um objetivo”

Outro ponto da entrevista mostra uma indução ideológica nas conclusões de Krauss: “O propósito e o significado da nossa vida são criados por nós. Isso nos dá mais poder. Em vez de sermos governados por um ditador universal”

Para muitas pessoas, a ideia de haver um ser superior, não apenas em poder, mas moralmente superior, determinando o que é certo ou errado, é simplesmente inaceitável. É uma questão filosófica e não científica. Nossa sociedade rejeita o conceito de um Deus que ama, porque quem ama se importa, participa, quer estar junto e principalmente alertar, corrigir, tal qual um pai faz com seus filhos. Aliás, é isto o que se esperaria de um pai zeloso.

Mas tal como adolescentes, nossa civilização se considera adulta, senhora de seus próprio nariz e não quer que ninguém lhe diga o que é certo ou errado nem monitore o que faz, com quem anda e aonde vai porque quer fazer o errado. Para um adolescente rebelde e ansioso pela liberdade de agir sem medir as consequências, um pai presente e rígido em seus valores é sempre visto como um “ditador”. Este é o espírito da época em que vivemos. Isto fica evidente na seguinte frase de Krause:

Mas posso dizer que não gostaria de viver em um universo onde existe um Deus, um universo onde eu não passaria de um cordeiro, sem controle sobre a minha existência.”

Isto é uma visão distorcida do que seja um universo criado por Deus e do que seja o significado da vida. Cada um de nós, crentes ou ateus, temos um controle relativo de nossas vidas. Não controlamos a época, o país a família e nem mesmo o corpo com o qual nascemos. Nós não temos controle sobre a vida que recebemos, mas nós podemos controlar a vida que teremos. É assim com qualquer ser humano sobre a face da Terra, quer ele creia em um Deus, em vários deuses ou em deus nenhum. Não há ditadura, mas também não há liberdade total de escolha.

Parece que Krause imagina Deus como uma entidade autoritária e controladora, que impõe a sua soberana vontade sobre os pobres mortais. Tenho a impressão de que ele vê Deus como um operador de marionetes e nós seríamos estes pobres bonecos. Mas existe alguém base científica ou lógica para se supor que se há um Deus Criador de tudo teria de ser ele também manipulador de tudo? Me parece que isto é mais uma opinião preconcebida dele do que uma conclusão racional.

Ao ler a Bíblia, vejo um Deus diferente. Ele se apresenta como Pai, que ensina, orienta, alerta, briga, castiga, mas que também protege, abençoa e celebra. Mas, como todo pai, sua proteção e presença tem limites. Ele também respeita nossas decisões, mesmo aquelas que ele não concorda e que sabe que terão consequências ruins. E quando as consequências ruins vêem, nos iramos contra Ele porque não interveio em nosso favor.

Por tudo o que foi colocado acima, para muitas pessoas que se julgam inteligentes e auto-suficientes, é mais conveniente não crer em Deus, pois sua eterna e pura existência denuncia o quanto são limitados e falhos. Por isso preferem crer que o universo é fruto do nada do que o resultado de uma mente criadora.

Mas qual a explicação, então para o universo? Segundo o grande físico Stephen Hawking, o tempo passou a existir com o Big Bang, a explosão da partícula primordial que deu origem ao universo e nada poderia existir fora do tempo. Assim sendo, antes do Big Bang não havia nada. E qual a origem da partícula primordial? Não há explicação. De onde ela veio? Não há resposta. Simplesmente estava lá. Acham mais lógico crer que em momento havia apenas o vazio e no outro, sem motivo, causa ou explicação, surge uma hiper concentração de gazes cósmicos que explodem.

Mas numa coisa Hawking está certo. Antes da criação não havia tempo. Aliás, o milenar livro de Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, concorda com ele, logo em seu primeiro versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. O termo “princípio” marco inicial da contagem do tempo. Ou seja, quando Deus criou o universo, criou juntamente com ele o tempo. Portanto, Ele é Senhor do tempo também. Se Deus está fora do tempo, onde Ele está? A Bíblia responde mais uma vez:

Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos. Is. 57.15”

O Deus que eu creio não é um “nada cósmico”, nem tampouco um “ditador universal”, mas um Ser tão magnificamente poderoso e além da minha pobre compreensão que habita onde o tempo e o espaço se tornam um só: na eternidade. Porém, ao mesmo tempo é tão magnificamente amoroso que habita me um outro lugar tão belo quanto seu lar cósmico: o coração humilde e contrito das pessoas de fé.

Se nosso coração for minimamente humilde e contrito, quando olharmos para o céu azul, veremos mais do que uma grande concentração de oxigênio e outros gazes que dão à nossa atmosfera uma cor azulada. Nos emocionaremos também com maravilhosa beleza deste céu profundamente azul. Um céu tão belo que somente pode ser fruto de um Ser profundamente inteligente, sensível e puro. E o louvaremos por tudo o que Ele fez. Se olharmos para o céu de forma sem qualquer ideia preconcebida, e buscarmos uma razão lógica para tanta beleza, chegaremos a conclusão de que há um Deus que é o Senhor da Criação e, por isso, nosso Senhor também, pois nós somos parte dela.

Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” Sl 19.1

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Liberdade de Expressão ou Ditadura da Mídia?


Liberdade de Expressão ou Ditadura da Mídia?


O que é dogma? Segundo o Wikipedia, é “uma crença estabelecida ou doutrina de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerado um ponto fundamental e indiscutível de uma crença”.

Embora a sociedade ocidental na qual vivemos possa ser tudo menos religiosa, ela possui seus dogmas e um dos mais fortes, inclusive sendo intensamente defendido e propagado pela indústria cultural é o dogma da liberdade de expressão.

Não estou aqui para defender a censura nem a restrição ao direito de livre manifestação, fundamentais em uma sociedade democrática, mas para alertar quando a má interpretação de um direito torna toda uma sociedade refém de pessoas más intencionadas. Dois fatos ocorridos recentemente servem de ilustração para o que eu quero dizer.

Meses atrás um polêmico filme foi selecionado para passar em um festival de cinema no Rio de Janeiro. A obra intitula-se “A Serbian Film”. Segundo o diretor, é uma metáfora para a realidade política da Sérvia, mas não é nada disso que se vê na tela. Segundo a Folha de São Paulo noticiou em 18/07/2011:

“Não que se possa culpar alguém por não gostar de "A Serbian Film". O longa tem incesto, pedofilia, necrofilia, violência a granel (incluindo dois assassinatos em que a arma é um pênis) e, em seu momento mais polêmico e chocante, o estupro de um recém-nascido.”

O que dizer de um filme como esse? Que tipo de mente degenerada imagina, roteiriza, filma e assiste a este tipo de podridão? Quando li sobre a cena do recém-nascido, senti raiva, muita raiva por alguém conceber tal nível de profanação. Não consigo imaginar nada mais pŕoximo da santidade celestial do que a pureza de um bebê.

Obviamente, este filme gerou polêmica por onde passou (ou tentou passar). Ainda segundo a Folha, ele é o filme mais censurado dos últimos 16 anos no Reino Unido (só foi liberado para exibição após 49 cortes). Na Noruega, está vetado; na Espanha, rendeu um processo ao diretor do festival que o exibiu. Também teve problemas com a lei na Alemanha (onde o laboratório que fez as cópias as destruiu após se dar conta do conteúdo) e em seu país de origem, a Sérvia.

E em nosso Brasilzão?

Enquanto lá na Inglaterra, aquele país retrógrado, aquela ditadura de terceiro mundo, uma republiqueta de bananas, o filme somente foi liberado após mais de 40 cortes, aqui, antes que alguém botasse a boca no trombone, este filme estava passando em festivais antes mesmo de ter a sua classificação etária definida!

Quando alguém suspendeu judicialmente a exibição do filme, logo se levantaram defensores da liberdade de expressão, dizendo que cabia ao cidadão decidir o que queria ver ou não. Pouco importava o tipo de devatação mental que um filme como esse possa causar em mentes pouco equilibradas. Sim, porque acho difícil acreditar que pessoas mentalmente sãs queiram assistir a um filme como este. Também não importa que o órgão competente tivesse assistido para definir qual a faixa etária que poderia assistir a este filme.

Tem alguém errado nesta história, ou a Inglaterra ou o Brasil, e eu não acho que seja a terra da rainha.

Um outro fato que chocou meio mundo foi o comentário infeliz do apresentador e dublê de humorista Rafinha Bastos que no programa CQC exibido pela TV Bandeirantes no dia 19/11/11 ao ouvir o comentário de Marcelo Tas de que a cantora Vanessa Camargo estava bonitinha grávida afirmou que “comeria ela e o bebê”.

Obviamente, tal afirmação gerou uma enorme polêmica em todo o país. Até mesmo seu colega de bancada no CQC, Marco Luke, se pronunciou publicamente repudiando a “piada” de Rafinha Bastos. Mas não ficou só nisto. A direção da Band afastou-o do CQC e ele ainda está sendo processado pela cantora Vanessa Camargo.

Como já era de se esperar, vozes se levantarma em defesa de Rafinha Bastos, dizendo que ele estava sendo vítima de uma Inquisição, que o que ele fez era apenas uma piada, um comentário inconsequente, deveriam se preocupar com coisas mais sérias, como a corrupção na política, que tal perseguição era censura, etc.

Muitos outros casos de exposição de imagens e palavras violentas, ultrajantes, pejorativas, preconceituosas ou mesmo pornográficas tanto na TV quanto no rádio ou na mídia impressa poderiam ser citados. Alguns casos clássicos, foram o quadro "Banheira do Gugu", as letras do grupo É o Tcham e qualquer coisa que seja mostrada no programa Pânico da TV, sempre exibidos na TV brasileira em horários bem familiares. 

Vivemos uma situação surreal na qual em nome da defesa da liberdade de expressão devemos tolerar qualquer tipo de lixo que seja despejado pelos meios de comunicação, como se a exposição a este tipo de degradação não fosse prejudicial a formação de nossa sociedade.  

Tudo isto nos leva a algumas questões sobre liberdade de expressão:

1) O humor sempre se utilizou do exagero, da estereotipia e da generalização para fazer graça. Por isso, também foi muito (e ainda é) muito utilizado para propagar e difundir preconceitos tanto sociais quanto até mesmo raciais;

2) Liberdade de expressão é diferente de Impunidade. Você é livre para dizer o que quiser e sofrer as consequências positivas e negativas do que disse. Entre as negativas está a possibilidade de vir a ser condenado judicialmente se o que você disse for ofensivo, discriminatório ou uma mentira;

3) A lei não abre exceção para comentários que se pretendam de cunho humorístico;

4) Rafinha Bastos fez um comentário de mau gosto citando nominalmente uma pessoa e seu filho ainda em gestação. Se a pessoa se sentiu moralmente ofendida ela tem o direito legal de processá-lo;

5) Achar que punir comentários ofensivos ou proibir que palavrões ou cenas de sexo sejam mostrados na TV aberta às 14h da tarde é uma censura ao direito da livre expressão é tão sem sentido quanto crer que um sinal vermelho em um cruzamento é uma censura ao seu direito de ir e vir. Nos dois casos, a lei tem a função normatizar o uso dos direitos para que o direito de um não prevaleça sobre o direito de outros e que não ocorram choques.

Devemos tomar cuidado para que o direito da liberdade de expressão não se torne em um poder ditatorial nas mãos de uns poucos que controlam os meios de comunicação nos impondo goela abaixo qualquer tipo de lixo cultural em busca de mais audiência.

A prática é sempre a mesma: Tentam abafar qualquer crítica que exija mais qualidade daquilo que é produzido e veiculado com um discurso falso de defesa da liberdade (deles) de expressão do que lhes é mais conveninente.

E lá vai a gente engolindo lixo para não ser taxado de reacionário ou de totalitário.

Que conselhos a Bíblia pode nos dar neste caso? Há dois, um no Antigo testamento e outro no Novo Testamento, mas que se complementam tão perfeitamente que poderiam ter sido escritos em sequência:

Não porei coisa má diante dos meus olhos.” Sl 101.3
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4:8

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Confesso: sou um fundamentalista



Recentemente, o mundo se chocou com mais um ato de barbárie cometido por um homem contra seus semelhantes. Desta vez, na próspera e civilizada Noruega, explosões destruíram um prédio público e poucas horas depois, jovens e adolescentes que estavam em um evento organizado por um partido político em uma ilha foram impiedosamente massacrados por um único homem, que disparou suas armas contra eles, fazendo mais de setenta vítimas inocentes.

Em um primeiro momento, órgãos de imprensa cogitaram a possibilidade do ataque ter sido promovido por grupos fundamentalistas islâmicos, visto que tropas norueguesas fizeram parte da coalizão no Afeganistão, mas logo a surpreendente verdade veio à tona: o terrorista não era um barbudo de turbante mas sim um homem alto, loiro, de olhos azuis e norueguês!

Anders Behring Breivik, 32 anos, foi descrito pela imprensa como um fundamentalista cristão, que durante alguns anos havia sido ligado ao Partido do Progresso, um partido de direita. Com forte posição xenófoba, ele era contrário a presença de estrangeiros, especialmente muçulmanos não apenas na Noruega mas em toda a Europa.

Em seu manifesto de 1.518 páginas divulgado na Internet, Breivik, citou o Brasil como um "catastrófico" exemplo de miscigenação que não deve ser seguido. Ele defende que os conservadores europeus se unam através de uma combinação de "luta armada e democracia" para combater o avanço da miscigenação nos próximos 70 anos. Caso contrário, o continente seguiria um modelo de "bastardização, muito similar ao do Brasil"

A imprensa divulgou também fotos dele armado e vestindo roupas de estilo militar, algo muito comum entre os adeptos da direita radical e racista. Mas qual a fonte da informação de que o monstro assassino seria um “fundamentalista cristão”?

Até o momento, a única informação minimamente próxima a isto está no seu perfil do Facebok, onde ele se diz 'conservador', 'cristão', interessado pela caça e por jogos como 'World of Warcraft' e 'Modern Warfare 2'. Aparentemente, a imprensa associa o termo “fundamentalismo” a radicalismo, intolerância, violência. O problema é que uma coisa não tem nada a haver com outra. 

O que é então, fundamentalismo?

Segundo o Wikipedia, Fundamentalismo é a estrita aderência a um conjunto específico de doutrinas teológicas tipicamente em reação à teologia do Modernismo. O termo "fundamentalismo" foi originalmente designado por seus defensores para descrever uma lista específica de credos teológicos que se desenvolveu em um movimento na comunidade protestante dos estados Unidos na primeira parte do século XX.

O termo desde então tem sido generalizado para significar a forte aderência a qualquer conjunto de credos em face do criticismo ou impopularidade, mas tem mantido suas conotações religiosas.
Fundamentalismo como um movimento surgiu nos Estados Unidos, começando entre os conservadores teólogos Presbisterianos na Seminário Teológico de Princeton no final do século XIX. Isto logo se espalhou entre conservadores Batistas e outras denominações por volta de 1910-1920. O propósito do movimento era de reafirmar antigas crenças dos cristãos Protestantes que zelosamente a defendem contra a teologia liberal, alto criticismo, Darwinismo, e outros movimentos que consideram como ameaçadores ao cristianismo.

A primeira formulação das crenças do fundamentalismo americano podem ser ligadas à Conferência Bíblica de Niagara e, em 1910, à Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana cuja doutrina se gerou o que ficou conhecido como os "cinco fundamentos":

·      A inspiração da Bíblia pelo Espírito Santo e a inerrância das escrituras como resultado disto.
·      O nascimento virginal de Cristo.
·      A crença de que a morte de Cristo foi a redenção para o pecado.
·      A Ressurreição de Jesus.
·      A realidade histórica dos milagres de Jesus.

Apenas recentemente o termo fundamentalista começou a ser difundido fora dos círculos teológicos e ganhou uma conotação bem distinta de seu significado original, especialmente quando passou a ser utilizado em alusão aos atos terroristas praticados por radicais islâmicos.

Por isso, Anders Behring Breivik em hipótese alguma pode ser classificado como um fundamentalista cristão pois suas ideias e crenças são claramente contrárias aquilo que a Bíblia ensina pois, como vimos acima, um fundamentalista cristão crê na inspiração da Bíblia pelo Espírito Santo e a inerrância das escrituras e nela está escrito:

Êxodo cap. 02 vers. 13: “NÃO MATARÁS”.
Anders Behring Breivik matou a sangue frio mais de 70 pessoas inocentes.

Colossenses cap. 3 vers. 11: “Onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; MAS CRISTO É TUDO EM TODOS”.
Anders Behring Breivik possui um profundo ódio por estrangeiros e outras culturas.

Zacarias cap. 4 vers. 6b: “NÃO POR FORÇA, NEM POR VIOLÊNCIA, MAS PELO MEU ESPÍRITO, DIZ O SENHOR DOS EXÉRCITOS”.
Anders Behring Breivik crê na violência como motor propulsor de mudanças.

Diferentemente do que ele mesmo postou em sua página no facebook, Breivik não é um cristão, muito menos fundamentalista, simplesmente porque suas ações não estavam fundamentadas no cristianismo, mas sim em filosofias racistas e na prática de que os fins justificam os meios. Para ele, ser cristão seria meramente um dado cultural a mais da tradição dos povos brancos da Europa a ser protegida da invasão bronzeada de populações islâmicas.
Mas ele está errado. Cristianismo não tem cor, nem língua, nem está culturalmente atrelado a nenhum povo. Ao longo dos últimos 20 séculos a mensagem do evangelho tem se adaptado a qualquer povo, língua, cultura, etnia ou sistema de governo justamente porque ela está acima destas questões humanas. Evangelho não é folclore, é uma divina mensagem de vida para todos.   

Por fim, se este infeliz fosse de fato um cristão fundamentado na palavra de Deus, conheceria o que está escrito em Colossenses cap. 2 vers. 8:

“TENDE CUIDADO PARA QUE NINGUÉM VOS FAÇA PRESA SUA, POR MEIO DE FILOSOFIAS E VÃS SUTILEZAS, SEGUNDO A TRADIÇÃO DOS HOMENS, SEGUNDO OS RUDIMENTOS DO MUNDO E NÃO SEGUNDO CRISTO.”

Por tudo o que foi colocado aqui, posso afirmar com a maior tranquilidade e paz na alma: eu sou um fundamentalista cristão; minha fé está alicerçada em uma rocha que jamais será abalada e quem crer nela, jamais será confundido: Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Estado laico ou Estado ateu?




Segundo a Wikipédia, o laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa.
Os valores primários do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa, e a origem humana e democraticamente estabelecida das leis do Estado.
A separação entre Igreja e Estado, diferente do que muitos podem pensar, não foi uma iniciativa da Revolução Francesa, mas sim uma consequência da liberdade de pensamento oriunda da Reforma Protestante:

Mais do que quaisquer outros grupos religiosos dos sécs. XVII e XVIII, os de convicção batista patrocinaram o conceito de que a consequência lógica da doutrina da liberdade religiosa era o princípio da separação entre a igreja e o estado. Com base em passagens como Mt 22:15-22 e Rm 13:1-7 eles argumentaram que esse era o único meio de salvaguardar a liberdade religiosa e o sacerdócio dos crentes. Com isso eles queriam dizer que o estado não tinha o direito de interferir nas crenças e práticas religiosas dos indivíduos e das igrejas, e que a igreja, por sua vez, não tinha o direito de receber qualquer sustento financeiro do estado. Receber verbas públicas era abrir as portas para o controle governamental e a perda da identidade religiosa.”
Fonte: Matos, Alderi Souza de, IGREJA E ESTADO: UMA VISÃO PANORÂMICA

Mas não foi uma caminhada fácil. Na velha Europa, as monarquias absolutistas apoiavam o catolicismo enquanto monarquias constitucionais apoiavam o protestantismo como religião oficial e, em contrapartida, recebiam deste o apoio na forma de que a sua linhagem real era a escolha de Deus para dirigir perpetuamente a nação. Mesmo aqui no Brasil, D. Pedro I jurara fidelidade à Igreja Católica porque assim o exigia a Constituição Imperial de 1824.

Este conceito foi se aperfeiçoando com o passar do tempo e com a progressiva substituição do regime monárquico pelo republicano, no ocidente, o padrão é o estado laico, isto é questões religiosas não são assunto de governo, nem cabe a estes privilegiarem certas igrejas em detrimento de outras.

Em tese é isto que deveria acontecer.

Na prática porém, costuma ocorrer dois extremos. De um lado, políticos ligados a grupos religiosos, ao invés de criarem leis sobre educação segurança e saúde, se preocupam em instituir datas e feriados como Dia do Evangélico ou Dai de São Jorge. De outro, pessoas tentam proibir a utilização de símbolos religiosos ou mesmo a cercear o direito de expressão baseadas em fé, não apenas em repartições governamentais, mas em qualquer espaço público.

A restrição a exposição religiosa e até mesmo da manifestação de opinião baseada em motivações religiosas em nome de um pretenso respeito a minorias de outras religiões ou mesmo não-religiosas é uma falácia. Seu objetivo é restringir toda e qualquer atividade religiosa à vida privada e, no máximo, às quatro paredes dos templos.

Não parece, mas vivemos em uma ditadura. A ditadura do "politicamente correto". Em alguns países já não é mais considerado correto se dizer Feliz Natal, mas sim Happy Holiday. A justificativa para estes esdrúxula mudança está falsamente justificada na premissa de não se ofender outras religiões, incluindo aí os ateus. O falecido articulista Fausto Wolff afirmava que esta homogenização é fascista. Eu concordo e vou um pouco mais além: homogenização em que?

Na verdade, as elites das civilizações ocidentais caminham rapidamente para uma mudança de paradigma. Elas estão deixando de ser sociedades alicerçadas em valores cristãos para se transformarem em sociedades pós-cristãs. E este é um movimento de cima para baixo.

As chamadas elites destas sociedades, especialmente na Europa e agora, com mais força nos EUA, veem a religião não mais como um folclore ou um dado cultural, como até pouco tempo viam, mas a sim como um inimigo, um empecilho ao desenvolvimento da raça humana.

Esta visão de mundo levou a Dinamarca ao caminho contrário: lá foram publicadas charges ofensivas aqueles que professam a fé islâmica. Por que fizeram isso? Porque na gélida Europa, a fé foi reduzida a folclore e não passaram pela cabeça deles que para a maioria dos povos do planeta, fé não é conto da Carochinha, mas sim uma visão de mundo que envolve não apenas suas crenças mas também seus sentimentos mais profundos e que alguém pudesse se sentir ofendido por uma crítica a algo tão arcaico quanto a fé.

Quando os protestos começaram, jornalistas do mundo inteiro se levantaram contra este "atentado a liberdade de expressão" A mim me pareceu um conflito entre dois dogmas: um lado exigindo o direito ao respeito por aquilo que creem, o outro exigindo o direito de falar e escrever o que bem entender e ao restante dos pobres mortais cabia o direito de bater palmas para o que eles produzem.

Pelo o que percebi, o direito de expressão é apenas para quem publica o que quer, ofendendo quem quer que seja, o ofendido não tem direito de também expressar livremente seus protesto contra o que foi publicado, afinal, para ser religioso em pleno século XXI, só sendo um fanático e, desta forma, sua opinião é irrelevante.

Com isto, pipocam textos em revistas conceituadas, no Brasil e no mundo, onde articulistas reconhecidos por sua argúcia e sabedoria, de forma nem sempre sutil, tratam de intelectualmente inferiores aqueles que nos dias de hoje ousam crer em algo transcendente ou espiritual. Se este algo se chamar Deus ou Jesus Cristo, pior, tais pessoas são homens de Neanderthal ou mesmo um Osama Bin Laden em potencial.

Não é de hoje que isso ocorre. Anos atrás, na Itália, foi proposto um projeto de lei proibindo a presença de crucifixos nas escolas, argumentando que a imagem ofenderia não-católicos. Inesperadamente, a defesa da presença do crucifixo veio de um deputado comunista, que alegou que Jesus representava muito mais do que uma religião, mas um exemplo de fé, amor ao próximo e de luta contra a opressão dos poderosos.

A alguns anos, na França, foi promulgada uma lei proibindo alunos de ostentarem adereços religiosos na escola por ser esta um espaço laico. A escola uma espaço laico, o aluno não. E o direito a liberdade de expressão do aluno, agora não vale? Foi uma lei feita sob encomenda para proibir alunas muçulmanas de usarem o shador. Mas também afeta judeus de usarem o quipá, cristãos de usarem o crucifixo ou de portarem uma Bíblia. Qual será o próximo passo? Proibir de utilizarem uma camisa de Che Guevara ou do Obama?

Ao longo do século XX, a fé no espiritual e a religião foram sistematicamente expulsas da sociedade ocidental e, sem a sua base moral e ética, a decadência veio muito rapidamente. Porque junto com a fé vem a consciência de que somos mais do que meros homo sapiens (mais homo do que sapiens), de que quando as pessoas se apaixonam, duas almas se tocam e se completam, e não apenas "rolou uma química". Não. Nós somos mais do que simples moléculas de carbono. Nós temos sensibilidade, e o que é a sensibilidade senão a manifestação da alma? A arte é filha da alma e a alma não está presa a moléculas de carbono. Viver é mais do que simplesmente existir. Por isso a Vida é sagrada e inviolável. É isso o que nos faz humanos, mas isto também é um empecilho para o avanços da ciência, pois é necessário que sejamos reduzidos a condição de ratos de laboratório para que possamos ser manipulados e as fronteiras do conhecimento se expandam. Mas a que preço?

O que muitos humanistas não perceberam é que quanto menos espiritualizada for nossa sociedade, menos humana ela também o será pois o espírito é inerente a natureza humana. Se não há transcendência, a vida se torna fútil e vazia, e a sociedade individualista, hedonista e materialista. Campo perfeito para que as Paris Hilton ou as Britney Spears e Lady Gagas da vida se tornem referências. Quanto tempo durará uma sociedade assim, antes de seu completo esfacelamento? Não importa se nossas elites não creem que temos uma alma, um espírito ou que Deus exista. Independente do que venhamos a crer, continuaremos a ter alma, espírito e Deus continuará existindo.

Se nós continuaremos a existir é que eu não sei.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Analisando o discurso homossexual - parte 2

Já vimos na primeira parte deste artigo como o termo homofobia está sendo propositalmente mal aplicado pelos defensores da agenda homossexual. Vamos agora discutir outras duas expressões:

Casal homossexual – Em respeito a norma culta da língua portuguesa, isto não existe, a não ser que este casal seja constituído de um homem homossexual casado com uma mulher lésbica. Como diz o dicionário:

sm (casa+al3) 1 Pequeno povoado. 2 Pequena propriedade rústica. 3 Par composto de macho e fêmea, de homem e mulher. C. de urdideira: o mesmo que urdidor.
Fonte: Michaelis online

Um casal é composto de um homem e uma mulher, ponto. E não precisa nem estarem casados ou terem algum envolvimento romântico para isto. Quantas vezes já ouvimos velhos conhecidos que se reencontram perguntando: “E aí fulano, casou, tem filhos?” E o outro responde: “Casei, sim. Tenho dois, um casal.” O que ele quis informar com a palavra “casal”? Que seus dois filhos cada um tem um sexo diferente: um é menino e o outro é menina.
Na língua portuguesa, quando nos referimos a duas pessoas do mesmo sexo juntas em uma mesma atividade, o termo usado é “dupla”. Vamos mais uma vez ao dicionário:

num (de duplo) gír 1 Grupo de duas pessoas que atuam em comum. 2 Grupo de duas pessoas que andam sempre unidas por laços de amizade ou mancomunadas.

Um típico exemplo são as duplas sertanejas: Xitãozinho e Xororó (dois homens) e As Marcianas (duas mulheres, as quais, apesar do nome, são planeta Terra mesmo).

Ou seja, para defender a sua causa grupos GLBTs, com o apoio dos orgãos de imprensa, tem se esforçado para mudar o próprio significado das palavras da língua portuguesa.
Exceto na ressalva que fiz no início do tópico, não existem casais homossexuais, porém duplas homossexuais, sem dúvida alguma, há muitas.

Podemos perceber que como referência a união entre duas pessoas do mesmo sexo, o uso da palavra “casal” ao invés da palavra “dupla” tem por finalidade reforçar os laços de afetividade que há entre elas e, desta forma, induzir a aceitação do casamento de pessoas do mesmo sexo como legítimo.

Defender um ponto de vista a partir de premissas ou conceituações equivocadas pode ser sinal de ignorância ou de má-fé. Prefiro acreditar na primeira hipótese, mas que é um conveniente equívoco, isto é.

Genocídio de homossexuais – Foi publicado no dia 25/04/2011 no site da TV Atalaia Agora, de Sergipe:

Acontece nesta terça-feira, (26), a partir das 18h30min, no Espaço Semear, o evento "Homofobia em Debate - em busca de soluções" e a exposição "Homofobia em Cartaz".
As palestras serão ministradas pelo fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, que falará sobre "Homofobia e Genocídio de Homossexuais no Brasil", e pelo professor e pesquisador Marcelo Domingos, falando sobre "Assassinatos de LGBTs em Sergipe".

Um problema que nós temos em nosso querido Brasil é a mania que temos de hiperdimensionar um problema para chamarmos atenção para ele. Se um governo com sua maioria restringe a capacidade da oposição de obstruir votação no Congresso é logo chamado de fascista ou até mesmo nazista. Se bandidos tentam criar tumulto para distrair a atenção da polícia, são chamados de terroristas, e assim por diante. Com este suposto “genocídio de homossexuais no Brasil” não é diferente.

Não há dúvida nem é motivo de discussão o fato de que homossexuais são assassinados no Brasil. Mas está havendo mesmo um genocídio de homossexuais? Aliás, o que significa genocídio? Vamos mais uma vez ao dicionário:

sm (geno+cídio) 1 Sociol Delito contra a humanidade, definido pela ONU. Consiste no emprego deliberado da força, visando ao extermínio ou à desintegração de grupos humanos, por motivos raciais, religiosos, políticos etc.
Link: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=genoc%EDdio

Genocídio ocorre contra grupos inteiros, não contra indivíduos. Ocorreu contra judeus, na Segunda Guerra Mundial, ocorre hoje no Sudão contra cristãos, levando até mesmo a separação do país em dois. Vamos aos números, então, deste genocídio homossexual no Brasil:

Número de assassinatos de gays no país cresceu 62% desde 2007, mas tema fica fora da campanha

Carolina Benevides e Rafael Galdo
RIO - Alçados a tema central da campanha presidencial, o casamento gay, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia têm sido debatidos pelos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a partir do viés religioso e sem levar em conta um dado alarmante: o número de homossexuais assassinados por motivação homofóbica cresce a cada ano.
Em 2009, 198 foram mortos no Brasil. Onze a mais que em 2008, e 76 a mais do que em 2007, um aumento de 62%. Os dados são do Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 e o único no país a reunir as estatísticas. Segundo o GGB, de 1980 a 2009 foram documentados 3.196 homicídios, média de 110 por ano.
Fonte: O Globo

198 homossexuais assassinados no Brasil em 2009. Se comparados ao total da população brasileira, 190 milhões, não parece um número muito impressionante (0,0001%). Mas vamos compará-los com outros grupos sociais:

Números de uma tragédia anunciada: a morte de jovens

A numeralha é monstruosa. Pesquisadores se debruçaram sobre o mapa de homicídios no país para extrair o número de uma tragédia anunciada: 33 mil jovens e adolescentes serão assassinados no Brasil até 2012, se nada for feito para deter a matança. Seria o caso para intervenção preventiva de tropa de paz da ONU, mas infelizmente esses virtuais cadáveres são praticamente invisíveis.
A pesquisa foi feita pelo Laboratório de Análise da Violência da Uerj, com base em dados do Ministério da Saúde e do IBGE, em 267 dos 5 mil municípios brasileiros com mais de cem mil habitantes.
Nessa macabra estatística, o Rio fica em 21º lugar, mas, proporcionalmente, é a terceira cidade mais violenta para a juventude pobre entre as capitais e o primeiro lugar em número absoluto - 3.423 almas de jovens seriam ceifadas pela morte violenta até 2012 (ou seja, em três anos).

3423 jovens da cidade do Rio de Janeiro entre 12 e 18 anos serão ou seriam mortas em 3 anos, o que dá uma média de 1141 por ano. Ou 5,7 vezes o número de homossexuais mortos em todo o Brasil no mesmo período de tempo. Se está havendo um genocídio é de jovens, não de homossexuais.

Mas pretendo reforçar meu agumento com outro grupo social:

Assassinatos de mulheres caem 43,3% no estado

BRASÍLIA. Os assassinatos de mulheres no Rio de Janeiro caíram 43,3% entre 1998 e 2008, segundo dados do Mapa da Violência divulgados ontem. A redução fez com que o estado passasse da 4ª para a 12ª posição no ranking nacional de homicídios de pessoas do sexo feminino. A maior queda foi de São Paulo, que despencou 14 posições. Informações coletadas junto ao Ministério da Saúde mostram que a taxa de homicídios no Estado do Rio caiu de 7,9 para 4,5, por grupo de cem mil habitantes.
...

Em 2008, houve 4.023 mortes violentas de mulheres, sendo 40% dentro de casa. Entre os homens, apenas 17% dos assassinatos foram registrados na residência. O dado reforça a violência doméstica como a principal causa dos incidentes, segundo o coordenador do Mapa da Violência, Julio Jacobo Waiselfisz.

Fonte: O Globo
Link: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/29/assassinatos-de-mulheres-caem-43-3-no-estado/

Comparando os dados, no Brasil morrem violentamente 20,3 mulheres para cada homossexual.

Não importa se a pessoa assassinada é uma mulher, um jovem ou um homossexual. É uma vida humana, portanto preciosa e sagrada. Nada justifica a violência contra quem quer que seja e é dever do poder público prover a segurança da população brasileira. Porém, devemos resistir a tentação de hiperdimensionar um problema real e sério tachando casos isolados entre si de genocídio. Não é esta a solução do problema. Seria a mesma coisa que alguém estar com dengue e falar para o médico que está com câncr para ter prioridade no tratamento. Se receber o tratamento para câncer, morrerá de dengue do mesmo jeito.

Além disto, a opinão pública não teve acesso a origem destes dados. 198 homossexuais são assassinados por ano no Brasil. Isto é fato. Agora, a afirmação de que foram mortos por serem homossexuais é um dado fruto de investigação, ou uma dedução sem provas nem indícios que os confirmem? Sinceramente eu não sei. Segue mais uma notícia:

Travesti usa criança e avó de escudo em MG, mas é morto, diz PM

Ney Rubens
Uma pessoa morreu e duas foram baleadas no início da madrugada desta quinta-feira em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a polícia, o travesti Felipe Roberto de Freitas Silva, 18 anos, foi surpreendido dentro de casa por dois supostos traficantes que chegaram em uma moto. Ele conseguiu sair da casa e entrar em uma residência próxima, onde usou como escudo uma criança de 2 anos e a avó dela, de 43 anos, mas acabou baleado duas vezes na cabeça e morto.

A menina também foi atingida na cabeça, levada à Santa Casa de Lagoa Santa e, depois, transferida ao Hospital de Pronto Socorro João XXIII, onde permanece em estado grave. A avó foi baleada de raspão na perna e atendida na Santa Casa da cidade.

A polícia afirmou que o travesti tem envolvimento com o tráfico e que o crime foi motivado por um acerto de contas. Os suspeitos, que estavam de capacete todo o tempo, seguem foragidos. O local foi periciado, e o caso é investigado pela delegacia de Lagoa Santa.

Fonte:Terra

http:// http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5125017-EI5030,00-
MG+bebe+e+avo+sao+baleadas+em+suposto+acerto+de+contas.html

Ele foi morto não por ser um homossexual, mas por ser uma pessoa envolvida com o tráfico de drogas. Sua má índole ficou comprovada ao usar uma crinaça e sua avó como escudos humanos. Mas a pergunta é: Será que mortes como essas não fazem parte das estatísticas do “genocídio” de homossexuais no Brasil? Se a resposta for sim, então o número de pessoas que foram de fato assassinadas por sua opção sexual pode ser bem menor do que as 198 divulgadas, mas para alguns pode ser interessante inflar a realidade, ao menos semânticamente, pois a posição de vítima pode colher como frutos leis e programas assistenciais ou ações afirmativas que favoreçam seu grupo.

Não é ético, mas funciona, como as notícias acima, a votação da PL122 e o desenvolvimento do Kit anti-homofobia para crianças do ensino fundamental das escolas públicas sem uma ampla discussão da sociedade tem demonstrado.